Saída de delegado da CGM expõe tensão interna e levanta suspeitas sobre a gestão Emília Correia
- Cleiton Bianucci

- há 3 horas
- 2 min de leitura
Relatório em elaboração, articulações políticas e indicação controversa movimentam os bastidores da administração municipal

Segundo informações que circulam nos bastidores do poder, o delegado Paulo Márcio estaria de saída da Controladoria-Geral do Município (CGM). A possível mudança, por si só relevante, ganha contornos ainda mais sensíveis diante da existência de um relatório técnico que estaria sendo finalizado pelo delegado e que, conforme relatos, apontaria indícios de graves desmandos na gestão da prefeita Emília Correia.
A eventual publicação desse documento tem gerado desconforto interno e acelerado movimentos políticos. Fontes ouvidas pela reportagem indicam que, antes mesmo da confirmação oficial da saída, o pastor Itamar Bezerra já teria iniciado articulações para indicar o filho do presidente do Sindicato dos Radialistas, Alex Carvalho, figura conhecida como aliado de primeira linha do ex-prefeito Edvaldo Nogueira — o que amplia o debate sobre a autonomia e o perfil técnico da CGM.
Nos corredores da SSP/SE, Paulo Márcio é descrito por colegas como um delegado exemplar, de conduta incorruptível, trato respeitoso e rigor técnico. Reconhecido pelo zelo com a administração pública, é apontado como um dos melhores quadros da segurança pública sergipana, o que torna sua possível saída ainda mais emblemática.
Para servidores da própria CGM, a preocupação central não é apenas a troca de comando, mas o destino e a transparência do relatório que estaria em fase final. “O temor é que o documento não venha a público ou seja esvaziado”, afirmou uma fonte, sob condição de anonimato.
A tentativa de indicação de um nome com possíveis vínculos políticos evidentes reacende o debate sobre o papel da Controladoria: órgão técnico de fiscalização ou espaço de acomodação política? A CGM é, por natureza, um dos principais instrumentos de prevenção e combate a irregularidades administrativas — e sua independência é essencial para a credibilidade da gestão.
Até o momento, a Prefeitura não se pronunciou oficialmente sobre a saída de Paulo Márcio, tampouco sobre a existência do relatório mencionado. Também não houve confirmação formal acerca de indicações para o cargo.
Caso se confirmem a saída do delegado e as articulações para sua substituição, o episódio pode se tornar um divisor de águas na gestão Emília Correia. A divulgação — ou não — desse possível relatório será determinante para medir o compromisso do governo municipal com a transparência, a legalidade e o controle dos gastos públicos.
A reportagem segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial dos envolvidos.







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