Bastidores da política: divergências dentro do agrupamento do governador colocam disputa ao Senado no centro do debate em Sergipe
- Cleiton Bianucci

- há 6 horas
- 2 min de leitura

O cenário político em Sergipe voltou a esquentar após declarações recentes envolvendo o governador Fábio Mitidieri, o ex-deputado federal André Moura e o senador Alessandro Vieira. A discussão gira em torno da composição do agrupamento político que deve disputar as próximas eleições e, principalmente, da disputa pelas vagas ao Senado.
Nos bastidores e nas declarações públicas recentes, chamou atenção a interpretação dada às palavras de André Moura. Segundo aliados, o governador teria tratado o posicionamento como uma resistência a dividir o mesmo palanque com Alessandro Vieira. No entanto, a fala do ex-deputado foi mais ampla: ele afirmou que não pretende participar do mesmo agrupamento político que o senador.
Essa diferença de interpretação mudou o tom do debate. Para observadores da política sergipana, não se trata apenas de ajustar uma possível chapa majoritária, mas de uma questão mais profunda de convivência dentro do grupo que sustenta o governo.
Dentro dessa análise, a simples troca de nomes em uma eventual chapa — com a saída de Alessandro Vieira e a entrada do senador Rogério Carvalho, por exemplo — não resolveria o problema político apontado por André Moura.
Isso porque, mesmo que houvesse alteração na composição formal da chapa, Alessandro ainda permaneceria no mesmo agrupamento político. Na prática, segundo essa leitura, ele continuaria com liberdade para fazer críticas ou se posicionar contra possíveis aliados do grupo, inclusive o próprio André Moura.
Para analistas, esse cenário poderia gerar ruídos e disputas internas em pleno processo eleitoral.
Outro ponto que chama atenção é a possibilidade de o governador Fábio Mitidieri caminhar para a reeleição apoiando ou convivendo com até quatro nomes ligados ao mesmo campo político na disputa ao Senado.
Entre os nomes citados nos bastidores estão:
• André Moura
• Alessandro Vieira
• Rogério Carvalho
• Edvaldo Nogueira
Caso esse quadro se confirme, seria uma situação incomum na política sergipana: múltiplos pré-candidatos ao Senado orbitando o mesmo agrupamento político liderado pelo governador.
Diante disso, uma frase tem sido repetida por analistas e lideranças políticas nos bastidores: “Quem quer agradar todo mundo acaba não agradando ninguém.” A avaliação é de que a tentativa de manter todos os atores dentro do mesmo campo pode acabar ampliando as tensões internas.
Outro questionamento que surge nesse contexto envolve o comportamento de aliados próximos do governador. Caso Alessandro Vieira eventualmente deixe o agrupamento — algo que o próprio Fábio Mitidieri já declarou publicamente não desejar —, fica a dúvida sobre como reagiriam pessoas próximas ao governador.
Nos bastidores, comenta-se que, muitas vezes, na política, gestos falam mais do que palavras. A discussão agora gira em torno de como se posicionariam amigos e familiares do governador em relação a um possível distanciamento político.
Enquanto isso, o cenário permanece aberto e marcado por interpretações diferentes das declarações públicas. O que está claro, segundo lideranças políticas ouvidas nos bastidores, é que a disputa ao Senado tende a ser um dos principais focos de tensão dentro do próprio grupo governista nos próximos meses.
Se o governador conseguirá manter todos os nomes sob o mesmo guarda-chuva político ou se haverá uma redefinição no agrupamento, ainda é uma pergunta em aberto — mas uma coisa é fato: Fábio não tem mais 300 dias como ele mesmo disse, até por que a eleição é no próximo dia 04 de Outubro.



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