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Focca reage, defende o bom jornalismo e expõe falha grave de conduta profissional

  • Foto do escritor:  Cleiton Bianucci
    Cleiton Bianucci
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

A manhã desta quinta-feira, 02, foi marcada por forte movimentação política no município de Itabaiana, especialmente diante dos acontecimentos que antecederam a renúncia do então prefeito Valmir. No entanto, o que deveria ser apenas mais um dia de cobertura jornalística intensa acabou ganhando contornos negativos por conta de uma postura considerada inadequada e antiética durante uma coletiva de imprensa.


O episódio envolveu o repórter Danilo Ferreira, cuja atitude foi amplamente criticada por profissionais da comunicação. Durante a cobertura, Danilo desrespeitou princípios básicos do jornalismo em coletivas, como aguardar sua vez de fala e manter a imparcialidade na identificação do veículo — normas simples, mas essenciais para garantir organização, respeito e profissionalismo no ambiente.


A repercussão foi imediata e ganhou ainda mais força após a reação firme do radialista Luiz Carlos Focca, que saiu em defesa não apenas do repórter da Metropolitana envolvido na situação, mas, sobretudo, do bom jornalismo. Focca foi direto ao ponto ao destacar que atitudes como essa não apenas prejudicam colegas de profissão, mas mancham a credibilidade da imprensa como um todo.


Por outro lado, o posicionamento do âncora Narciso Machado chamou atenção pela tentativa de minimizar o ocorrido. Ao adotar um discurso mais brando, ignorando a gravidade da falta de postura profissional, Narciso acabou sendo alvo de críticas por, na prática, “passar pano” para uma conduta que exige, no mínimo, reflexão e correção.


É fundamental lembrar que o jornalismo não é apenas sobre informar — é, acima de tudo, sobre responsabilidade. Em coberturas coletivas, há regras claras: não se fala o nome do veículo de forma a sobrepor colegas, não se interrompe outro profissional e, principalmente, se respeita o espaço de todos. Trata-se de ética básica.


Cabe aqui uma reflexão importante: e se o repórter da Metropolitana tivesse adotado a mesma postura? O cenário provavelmente seria de completo descontrole, prejudicando a apuração dos fatos e comprometendo a qualidade da informação que chega à população.


O jornalismo sério exige disciplina, respeito e compromisso com a verdade — mas também com os colegas de profissão. A busca pelo “furo” ou pela visibilidade não pode ultrapassar os limites da ética.


O episódio serve como alerta. Mais do que apontar erros, é preciso aprender com eles. O público espera — e merece — uma imprensa responsável, equilibrada e profissional. E isso começa, inevitavelmente, pela postura de cada jornalista no exercício da sua função.

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