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REFLEXÃO DE DOMINGO: Vale tudo pelo poder?

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Partindo de um princípio simples — o de que tudo aquilo que você faz hoje pode, inevitavelmente, voltar amanhã — surge uma reflexão que precisa ser encarada sem rodeios: vale tudo pelo poder?


Em meio às disputas, alianças improváveis e interesses muitas vezes ocultos, há quem responda prontamente que sim. Mas, na maioria das vezes, essa resposta vem justamente daqueles que estão na corrida pelo poder, seduzidos pela promessa de prestígio, influência ou benefícios pessoais. O problema é que, no jogo político, nem todos que entram na disputa saem vencedores — e muitos sequer ficam com as migalhas que lhes foram prometidas.


É nesse ponto que a reflexão se aprofunda: vale tudo para ajudar a levar ao poder alguém que, amanhã, pode simplesmente virar as costas? Vale se submeter a estratégias questionáveis, alianças frágeis e atitudes duvidosas em nome de um projeto que, no fim, pode não incluir você?


A política — como a vida — cobra seu preço. E quando o “acordo” não é cumprido, quando as promessas se dissipam no ar, aquele que era tratado como aliado passa, rapidamente, a ocupar o posto de maior adversário. O jogo vira, os papéis se invertem e o que foi construído sobre bases frágeis desmorona sem aviso.


Diante disso, fica a pergunta que ecoa com ainda mais força: vale tudo para colocar no poder alguém que você sequer conhece de verdade? Alguém cujos princípios, caráter e lealdade são, no mínimo, incertos?


No fim das contas, o poder pode até ser o objetivo, mas os caminhos escolhidos para alcançá-lo dizem muito mais sobre quem somos — e, principalmente, sobre o que estamos dispostos a perder no processo.


Porque, cedo ou tarde, a conta chega. E quando chega, não escolhe lado.

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