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Fábio Mitidieri já fez suas escolhas e parece não abrir mão delas, mas resta saber quando seu time também o fará

  • Foto do escritor:  Cleiton Bianucci
    Cleiton Bianucci
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Foto: Redes Sociais
Foto: Redes Sociais

Quem ouviu na manhã desta quinta-feira, 5, o governador Fábio Mitidieri na Rádio Capital, em Itabaiana, não assistiu apenas a uma entrevista de prestação de contas. Assistiu a uma demarcação de território com as cores da gratidão e o simbolismo de um acessório.


Ao destacar que usou o “bonezinho” de André Moura durante o Verão Sergipe, em Aracaju, e exaltar a lealdade do líder estadual do União Brasil, Fábio não apenas confirmou uma aliança: ele tentou encerrar – no grito (ou no gesto) –, a fratura que uns e outros tentam alimentar faz mais de 15 dias.


A fala de Mitidieri foi um exercício de realismo e pragmatismo político. Ao evocar 2022 para justificar 2026, Fábio retira o debate do campo da conveniência e o coloca no campo da honra. É uma jogada para calar os críticos internos? Seja como for, questionar um apoio que o próprio governador rotula como “dívida de gratidão” não parece ser problema para o time dele.


Em resumo, se Fábio já está com o boné de André, por que o núcleo mais próximo do governador — aquele que divide a mesa e as decisões estratégicas — ainda se mantém em silêncio? Para alguns observadores de plantão, esse atraso em “indicar o nome” do segundo senador cheira a resistência.


Seria uma dificuldade em digerir a estatura de André, que figura não como um aliado submisso, mas como um sócio majoritário da articulação política? O certo é que Fábio parece ter decidido que André Moura é um ativo político indispensável para ele. O governador sabe que, sem André, a sua reeleição perde o motor de arranque no interior.


O recado de Fábio em Itabaiana foi cristalino: o governador garante (mais uma vez) que já vestiu a camisa (e o boné) de André Moura. Resta saber se seu time entrará em campo para todos jogarem juntos ou se continuará apoiando apenas Alessandro Vieira. Neste sentido, apenas Mitidieri tem a força para ditar os rumos.

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