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Tiago critica possível cobrança nas rodovias estaduais, mas silencia sobre decreto de aliada que também cria taxa em Aracaju

  • Foto do escritor:  Cleiton Bianucci
    Cleiton Bianucci
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura
Foto: Redes Sociais
Foto: Redes Sociais

O deputado estadual Tiago de Joaldo usou as redes sociais nesta semana para criticar duramente o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SE) diante da possibilidade de cobrança pela utilização de rodovias estaduais. A manifestação ganhou repercussão imediata e levou o governador Fábio Mitidieri a determinar a suspensão da portaria, evitando a criação de mais um custo para a população sergipana.


A reação rápida do parlamentar foi vista por aliados como “defesa do povo”. No entanto, o discurso contra cobranças públicas começa a gerar questionamentos quando se observa a postura do deputado em relação a medidas semelhantes adotadas por aliados políticos.


Isso porque um decreto municipal de Aracaju institui cobrança de preço público por serviços vinculados à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). O Decreto nº 8.332, publicado no Diário Oficial do Município em 23 de outubro de 2025, homologa resolução que estabelece valores para utilização de serviços e estruturas sob responsabilidade da SMTT.


DIÁRIO OFICIAL
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Na prática, trata-se também de uma forma de cobrança ao cidadão ou a quem necessite de autorizações, intervenções e usos do sistema viário municipal — medida que igualmente impacta diretamente o bolso da população.


A incoerência política começa a chamar atenção. Se o argumento do deputado é que o cidadão não pode pagar para utilizar rodovias estaduais, o mesmo raciocínio deveria valer para taxas municipais relacionadas ao uso do espaço público e do sistema de trânsito.


Enquanto o DER é ligado ao Governo do Estado — alvo frequente de críticas da oposição —, a Prefeitura de Aracaju é comandada pela prefeita Emília Corrêa, aliada do parlamentar. Até o momento, Tiago de Joaldo não fez qualquer manifestação pública questionando o decreto municipal.


Embora tecnicamente classificadas como “preço público” e não “imposto”, essas tarifas acabam funcionando, na prática, como custos adicionais para o contribuinte.


Seja pedágio, taxa ou preço público, o efeito final é o mesmo: o cidadão paga. Por isso, cresce a expectativa de que o deputado adote coerência no discurso.


Se é contra a cobrança nas rodovias estaduais, também deve cobrar explicações do município. Se o problema é onerar a população, não pode haver seletividade.


A pergunta que fica: O deputado Tiago de Joaldo vai manter a mesma firmeza contra cobranças quando a medida parte de sua aliada política?


Ou a indignação só vale quando é conveniente?


A população principalmente de Aracaju aguarda a resposta — e, principalmente, coerência.

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