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André cobra proteção ao produtor de leite diante de acordos internacionais

  • Foto do escritor:  Cleiton Bianucci
    Cleiton Bianucci
  • há 18 minutos
  • 2 min de leitura

A abertura do mercado brasileiro ao leite e derivados importados precisa vir acompanhada de mecanismos de proteção ao produtor nacional. A avaliação é do secretário de Estado de Governo do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Sergipe, André Moura (União Brasil), que alertou para os impactos diretos que acordos internacionais podem causar ao setor leiteiro, especialmente aos pequenos pecuaristas.


A declaração foi feita durante visita à Sealba Show, a terceira maior feira do agronegócio do país, realizada na última semana em Itabaiana, onde André destacou o protagonismo de Sergipe no setor. O estado possui três municípios entre os 20 maiores produtores do Brasil e lidera o crescimento da atividade, mas enfrenta dificuldades diante da concorrência externa e dos altos custos de produção.


Segundo André, o setor do leite tem sido pressionado por importações isentas da Argentina e do Uruguai, cenário que tende a se agravar com o acordo entre Mercosul e União Europeia, que prevê cotas de importação, redução gradual de tarifas e maior entrada de queijos europeus no mercado brasileiro. “Não é razoável abrir o mercado sem oferecer segurança a quem produz aqui, ainda mais quando o produtor brasileiro enfrenta custos até 20% maiores que os concorrentes internacionais”, afirmou.


Como alternativa, André defendeu que o Governo Federal condicione a ratificação do acordo à criação de um fundo de proteção ao produtor de leite, com mecanismos automáticos de defesa comercial em caso de desequilíbrio nas importações. Ele também sugeriu a adoção do mesmo rigor sanitário e ambiental exigido pela União Europeia aos produtos europeus que entram no Brasil, além de medidas para fortalecer a cadeia produtiva local, como incentivos à industrialização e à valorização da produção regional.


Para o pré-candidato ao Senado, o debate precisa avançar com urgência. “Sergipe cresce na produção, mas não pode perder competitividade por falta de proteção. Estarei ao lado do produtor rural para garantir equilíbrio e segurança jurídica”, concluiu Moura.

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