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A camisa do Brasil pertence a quem?

  • Foto do escritor:  Cleiton Bianucci
    Cleiton Bianucci
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Há algum tempo, este jornalista que vos escreve fez uma pergunta ao renomado advogado Dr. Rafael Martins, do escritório Siqueira Pinto. A dúvida era simples: por causa de uma situação considerada por muitos como algo fútil, uma pessoa poderia processar outra?


Com a maestria e a objetividade que lhe são características, o doutor respondeu:

“Poder processar, ele pode pelo simples motivo de você estar respirando.”


Lembro dessa resposta ao observar como parte da imprensa e das redes sociais têm tratado determinadas manifestações pessoais da vereadora e pré-candidata a deputada federal Moana Valadares.


Quando alguém afirma que a camisa da Seleção Brasileira foi associada a este ou aquele grupo político, muitas vezes a declaração passa despercebida. Mas quando a fala parte de Moana, a repercussão ganha outra proporção e o debate parece se tornar muito mais intenso.


Isso nos leva a uma reflexão simples: afinal, de quem é a camisa do Brasil?


A resposta, ao menos para este articulista, é clara. A camisa verde e amarela pertence a todos os brasileiros. Pertence ao trabalhador que acorda cedo para enfrentar a rotina diária, ao empreendedor que luta para manter seu negócio funcionando, ao cidadão que paga impostos e espera ver os recursos públicos revertidos em melhorias para a população.


Pertence também àqueles que pensam diferente uns dos outros. A democracia é construída justamente pela diversidade de opiniões, sem que símbolos nacionais sejam apropriados exclusivamente por qualquer grupo, partido ou liderança política.


A bandeira, as cores nacionais e a camisa da Seleção representam uma nação inteira. São símbolos que atravessam governos, eleições e disputas ideológicas. Estavam aqui antes dos atuais líderes políticos e continuarão representando o Brasil para as futuras gerações.


Por isso, independentemente das preferências partidárias de cada cidadão, a camisa do Brasil continua sendo de todos. É minha, é sua, é de Moana, é de quem apoia Bolsonaro, é de quem coloca dinheiro na cueca, é de cada brasileiro que se identifica com as cores e os símbolos do seu país.


No fim das contas, a grande reflexão talvez seja justamente esta: símbolos nacionais devem unir mais do que dividir. Afinal uma coisa acho que todos nós concordamos, o verde e amarelo nunca será vermelho, o verde e amarelo pertencem ao Brasil e, consequentemente, a todos os brasileiros.

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