A política adora uma traição mas odeia o traidor: Carivaldo deixa Marcelo Sobral e declara apoio ao filho de Juca de Bala
- Cleiton Bianucci

- há 2 dias
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Editorial | Política de Macambira
Não existe surpresa no episódio envolvendo o prefeito Carivaldo Souza, seus filhos e o deputado Marcelo Sobral. Para quem acompanha a política de Macambira, o episódio mais recente apenas reacende uma velha discussão sobre alianças, lealdade e ingratidão no grupo político comandado pela família Souza.
Marcelo Sobral, segundo os fatos apresentados, não teria sido o primeiro aliado a experimentar esse tipo de situação — e, a julgar pelo histórico político citado por diferentes atores locais, pode não ser o último.
Era preciso encontrar um discurso. Uma justificativa para explicar a mudança de rota política. E, aparentemente, o discurso veio na forma de uma promessa de apoiar quem “ajuda Macambira”.
Mas será que esse argumento ainda convence?
Marcelo Sobral fez sua parte, tanto como aliado quanto como parlamentar. Um dos exemplos citados é a destinação de aproximadamente R$ 800 mil para a Secretaria Municipal de Saúde, pasta que é administrada pela nora do prefeito Carivaldo.
Diante disso, surge uma pergunta inevitável: se o critério para definir apoio político é reconhecer quem efetivamente ajuda o município, o que mais seria necessário?
OTÁVIO SOBRAL: O DISCURSO DA JUSTIFICATIVA
Nesse cenário, Otávio Sobral acabou sendo colocado no centro do discurso utilizado para justificar a mudança de apoio.
Mas, para os críticos da decisão, o argumento apresentado apenas serviu como uma justificativa política para uma escolha que já estaria tomada.
Afinal, quando uma aliança política muda de direção, quase sempre aparece uma explicação. Se não fosse essa, provavelmente seria outra.
E O VEREADOR?
A situação ganha um ingrediente ainda mais curioso com a participação de um vereador que, em outro momento, teria feito acusações na tribuna da câmara de vereadores contra o próprio prefeito Carivaldo, afirmando que o gestor teria comprado um revólver roubado. O fato foi amplamente divulgado !
Agora, segundo os relatos, esse mesmo vereador estaria sendo escalado para fazer críticas e ataques ao deputado Marcelo Sobral.
POR QUE NÃO UM DEPUTADO ALIADO DE VALMIR?
É justamente aqui que aparece a principal pergunta deste editorial.
Se o motivo da mudança de apoio seria o fato de o vice-prefeito ter se aproximado ou ingressado no grupo do governo, então por que Carivaldo não escolheu apoiar um deputado alinhado politicamente a Valmir?
Por que exatamente essa opção?
A pergunta permanece sem uma resposta pública que encerre a discussão.
E enquanto ela não for respondida de maneira convincente, o episódio continuará alimentando especulações sobre os verdadeiros motivos da decisão.
UMA HISTÓRIA QUE SE REPETE?
O nome de Marcelo Sobral entra agora em uma lista que, segundo seus adversários e críticos, já teria outros personagens.
Ontem, dizem eles, foram Jefferson Andrade e Venâncio Fonseca, entre outros.
Hoje, Marcelo Sobral.
Amanhã, quem será?
Essa é a pergunta que fica para a política de Macambira.
Porque alianças políticas podem mudar. Apoios podem ser revistos. Grupos podem mudar de lado. Tudo isso faz parte da democracia.
Mas existe algo que também precisa ser levado em consideração: memória política.
Quem acompanha a política local costuma lembrar quem esteve presente nos momentos difíceis, quem ajudou, quem abriu portas, quem destinou recursos e quem permaneceu ao lado de determinado grupo quando ainda era conveniente fazê-lo.
Por isso, o episódio envolvendo Carivaldo e Marcelo Sobral não deve ser analisado apenas como mais uma mudança de apoio eleitoral.
Ele representa, para muitos observadores da política de Macambira, um novo capítulo na discussão sobre lealdade, gratidão e conveniência política.
E fica a provocação:
Se Marcelo Sobral foi o aliado de ontem e o adversário de hoje, quem será o próximo a descobrir, na prática, como funciona a política de alianças da família Souza?
Façam suas apostas.









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