Supermercado em Itabaiana e N.S Glória é acusado de prática abusiva ao impedir venda fracionada de produtos
- Cleiton Bianucci

- 13 de mai. de 2025
- 2 min de leitura

Consumidores que frequentam o Supermercado Nunes Peixoto, em Itabaiana (SE) e N. S da Glória (SE), vêm se deparando com um aviso inusitado e polêmico: é proibido destacar ou violar conjuntos de produtos, como barbeadores e iogurtes, sob pena de o cliente ter que pagar o valor total do conjunto — mesmo levando apenas uma unidade.
Cartazes espalhados pelas prateleiras alertam os clientes: “Por favor não destacar o conjunto!” e “Proibido a violação dos produtos. Venda somente da cartela completa!”. A prática, no entanto, levanta questionamentos quanto à legalidade e ao respeito aos direitos do consumidor.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é direito do consumidor adquirir produtos individualizados, especialmente quando não há prejuízo à integridade do item ou à sua identificação. Vender um produto somente em conjunto sem oferecer a opção de compra unitária pode ser caracterizado como venda casada, prática vedada por lei.
Especialistas em defesa do consumidor afirmam que o estabelecimento tem o direito de organizar seus produtos da forma que desejar, mas não pode impor ao cliente a compra de mais unidades do que ele realmente deseja adquirir. “Obrigar o consumidor a levar dois barbeadores se ele só quer um é uma forma disfarçada de impor venda casada. Isso pode ser denunciado aos órgãos de fiscalização”, explica uma advogada da área.
Nas redes sociais, os avisos viralizaram e geraram indignação. Muitos consumidores relatam que já foram cobrados indevidamente por itens destacados ou se sentiram constrangidos ao tentar comprar produtos unitários.

Entramos em contato com a filha do proprietário que nos informou: “Eu tenho que vender de acordo com a nota fiscal.” Disse.
A prática adotada pelo Nunes Peixoto pode vir a ser investigada por órgãos como o Procon e o Ministério Público, caso haja denúncia formal. Enquanto isso, consumidores devem ficar atentos, exigir seus direitos e denunciar qualquer abuso.
Você foi vítima dessa prática? Denuncie ao Procon ou envie seu relato para nossa redação.







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