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PERSEGUIÇÃO POLÍTICA: Após entrega de equipamentos esportivos, prefeito de Pinhão exonera servidor e idealizador de projeto social

  • Foto do escritor:  Cleiton Bianucci
    Cleiton Bianucci
  • há 14 minutos
  • 2 min de leitura
Prefeito Dr. Charles | Pinhão - Google
Prefeito Dr. Charles | Pinhão - Google

Em pleno ano de 2026, práticas que remetem ao mais atrasado coronelismo político ainda fazem parte da realidade de pequenos municípios brasileiros. Em Pinhão, no interior de Sergipe, a denúncia é grave e escancara o uso do poder público como instrumento de perseguição pessoal e política.


O prefeito do município, Dr. Charles, exonerou um servidor público que também é idealizador e coordenador do projeto social SCD Três Corações, iniciativa que existe a 23 anos e vem acolhendo, educando e oferecendo oportunidades a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.


O que chama atenção é que a exoneração ocorreu logo após o projeto receber equipamentos esportivos, como uniformes e bola, conquistados por meio de uma articulação de um parlamentar do município, que buscou apoio junto ao empresário Marcell Souza. A doação tinha como único objetivo fortalecer o projeto e garantir sua continuidade, beneficiando diretamente dezenas de jovens do município.


A atitude da gestão municipal levanta sérios questionamentos e reforça a suspeita de retaliação política. Segundo relatos, o gesto solidário foi interpretado pelo chefe do Executivo como um ato de afronta, resultando na exoneração imediata do idealizador do projeto do cargo a qual ocupava.


Além da perda do emprego, o coordenador agora vive outro drama: o receio de não poder mais utilizar as dependências do ginásio de esportes do município, espaço essencial para a continuidade das atividades esportivas e educativas desenvolvidas pelo SCD Três Corações.


Por meio das redes sociais, Renato Souza, idealizador do projeto, afirmou que, mesmo diante da perseguição, pretende seguir lutando para manter o trabalho social.


“A minha intenção é manter o projeto, mas tem os empecilhos. Eles irão fazer de tudo para que eu não use mais o espaço…”, desabafou.


Em um áudio que circula entre moradores, Renato ainda relata que buscará apoio do Ministério Público, na tentativa de garantir o direito de continuar utilizando os espaços públicos e preservar um projeto que atende exclusivamente crianças e adolescentes, sem qualquer viés político-partidário. Ao final, ele faz um apelo à sociedade por apoio e solidariedade.


O caso expõe uma realidade triste e recorrente: prefeitos que se comportam como donos da cidade, confundindo o público com o privado e utilizando a máquina administrativa para perseguir quem não se curva aos seus interesses. Projetos sociais, que deveriam ser incentivados e fortalecidos, acabam sendo sufocados por vaidade política e abuso de poder.


A pergunta que fica é: quem perde com isso? Certamente não é o gestor, mas sim as crianças, os adolescentes e as famílias que encontram no esporte uma alternativa de inclusão, disciplina e esperança.


Enquanto o discurso político fala em desenvolvimento e cuidado com a juventude, atitudes como essa mostram que, em algumas cidades, o atraso ainda governa — e a perseguição segue sendo uma prática cotidiana, mesmo em 2026.

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