Justiça manda desmontar capela histórica e gera revolta em Sergipe: Venâncio Fonseca sai em defesa da fé e da tradição
- Cleiton Bianucci

- há 15 horas
- 2 min de leitura

A decisão de um juiz federal que determinou o desmonte da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, na Praia do Saco, provocou forte comoção e indignação em Sergipe. Considerado um dos maiores símbolos religiosos e culturais da região, o templo está no centro de uma polêmica que envolve Justiça, história e a identidade de toda uma comunidade.
Localizada no município de Estância, a cerca de 50 km de Aracaju, a Praia do Saco é um dos destinos turísticos mais conhecidos do estado. Com águas tranquilas, coqueirais e paisagens que atraem visitantes de todo o país, o local oferece passeios de buggy pelas dunas, travessias de lancha para a Ilha da Sogra e Mangue Seco (BA), além de uma movimentada rede de restaurantes. Agora, o cenário paradisíaco dá lugar a um clima de incerteza e preocupação.
A ordem judicial, que pede o desmonte da capela, caiu como uma bomba entre moradores, comerciantes e fiéis. Mais do que uma construção, o templo é visto como um patrimônio histórico e espiritual que atravessa gerações, sendo parte essencial da vida da comunidade há cerca de 450 anos.
A medida levanta questionamentos sobre os impactos culturais e sociais, já que a capela representa um ponto de encontro, fé e tradição para os moradores da região.
O ex-deputado Venâncio Fonseca foi uma das principais vozes a se manifestar contra a decisão. Em declaração forte, ele destacou que a questão vai muito além da estrutura física:
“Pedir o desmonte da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem é mais do que retirar paredes. É tocar em algo sensível e sagrado que sustenta uma comunidade inteira há 450 anos.”
A fala evidencia a defesa enfática de Venâncio em relação à preservação da história e da fé local, apontando que a decisão judicial atinge diretamente a identidade cultural da Praia do Saco.
Diante da repercussão negativa, o Governo do Estado se posicionou oficialmente e informou que já acionou sua assessoria jurídica para adotar as medidas necessárias. Entre elas, está a interposição de recurso contra a decisão proferida pela Justiça Federal.
A iniciativa busca reverter a ordem e preservar o que muitos consideram um patrimônio imaterial do povo sergipano.



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