Deputado do PT é obrigado pela Justiça a se retratar após publicar FAKE NEWS
- Cleiton Bianucci

- há 12 minutos
- 2 min de leitura
Rogério Correia é o mesmo que apresentou requerimento para ouvir André Moura na CPMI do INSS mesmo não havendo nada que coloque o nome de André nas investigações.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) foi obrigado pela Justiça a publicar uma retratação após divulgar nas redes sociais uma imagem manipulada por inteligência artificial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.
A publicação foi feita no dia 1º de fevereiro e trazia uma suposta fotografia dos três juntos, acompanhada da legenda: “A foto é o retrato da roubalheira do Banco Master. E a Papudinha vai ficar pequena para tanto cidadão de bem!”.
O problema é que a imagem divulgada pelo parlamentar não era real. Tratava-se de uma montagem gerada por inteligência artificial — fato que não foi informado na postagem original.
Diante da divulgação da imagem, a defesa de Jair Bolsonaro ingressou com uma ação judicial no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. No processo, foi demonstrado que o encontro retratado na imagem nunca aconteceu.
Ao analisar o caso, a juíza Patrícia Vasques determinou que o deputado fizesse uma retratação pública, esclarecendo que a fotografia era falsa e que o encontro mostrado “jamais ocorreu”.
Somente após a decisão judicial, Rogério Correia reconheceu que a imagem era uma montagem. Na retratação, ele afirmou que se tratava de “montagem digital gerada por IA”, deixando claro que o conteúdo divulgado anteriormente não correspondia à realidade.
O episódio levanta questionamentos sobre a postura do parlamentar, especialmente diante de sua atuação recente em outro caso de repercussão política.
O mesmo deputado Rogério Correia foi o autor do pedido para convocação do ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado André Moura para prestar esclarecimentos na CPMI do INSS.
O pedido, no entanto, gerou estranheza dentro da própria comissão. Segundo declarações do presidente da CPMI, não existe sequer uma citação do nome de André Moura em toda a investigação que motivou a criação da comissão parlamentar.
Mesmo sem qualquer menção oficial nos autos da investigação, o parlamentar petista insistiu na tentativa de associar o nome de Moura ao caso.
Para aliados do ex-deputado sergipano, o episódio evidencia uma contradição. O mesmo parlamentar que recentemente foi obrigado pela Justiça a se retratar por divulgar conteúdo falso nas redes sociais agora tenta, segundo críticos, associar o nome de André Moura a uma investigação na qual ele sequer é citado.
A situação reforça a importância sobre a responsabilidade de autoridades públicas na divulgação de informações e o uso político de acusações sem comprovação.
Em tempos de forte polarização política e rápida circulação de informações nas redes sociais, casos como este reacendem o alerta sobre os riscos da disseminação de conteúdos manipulados — ainda mais quando partem de representantes eleitos que deveriam zelar pela veracidade dos fatos.
Enquanto isso, o episódio da retratação judicial permanece como um precedente importante, demonstrando que a disseminação de conteúdos falsos, inclusive produzidos por inteligência artificial, pode gerar consequências legais.



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