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Com voto de Alessandro Vieira, Reforma da Previdência deixou conta pesada para Sergipe

  • Foto do escritor:  Cleiton Bianucci
    Cleiton Bianucci
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A Reforma da Previdência foi vendida ao país como um remédio amargo para equilibrar as contas públicas, combater privilégios e modernizar o sistema. Seis anos depois, a conta chegou ao contracheque dos servidores, à renda de viúvas e pensionistas, ao bolso de trabalhadores adoecidos e ao comércio das cidades que dependem da circulação dos benefícios previdenciários.


O senador Alessandro Vieira (MDB) votou a favor da PEC 6/2019 nos dois turnos no Senado. No primeiro turno, em 1º de outubro de 2019, a proposta foi aprovada por 56 votos a 19, com voto “Sim” do parlamentar sergipano; no segundo turno, em 22 de outubro, o placar foi de 60 a 19, novamente com voto favorável dele.


No discurso da época, o senador-delegado falava em responsabilidade fiscal, ajuste necessário e proteção aos mais pobres. Mas, quando se desce da planilha para a vida real, o resultado é mais duro: benefício menor, contribuição maior, aposentadoria mais distante e insegurança mais próxima. Em resumo: menos comida na mesa, menos remédios, menos qualidade de vida.


Em Sergipe, os efeitos da reforma nacional trouxeram mudanças locais. A Lei Complementar nº 338/2019 fixou em 14% a contribuição previdenciária dos servidores estaduais. Em Aracaju, já na gestão da prefeita Emília Corrêa, a reforma municipal de 2025 elevou a alíquota dos servidores de 11% para 14%. Em ambos os casos, o impacto recai diretamente sobre a renda líquida do funcionalismo.


O problema é que a Previdência não é apenas despesa pública. Em muitos municípios, ela funciona como motor da economia local. Levantamento da ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) mostra que, em 4.103 dos 5.570 municípios brasileiros, os benefícios pagos pelo INSS superam os repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Isso significa que aposentadorias, pensões e auxílios sustentam famílias, mas também farmácias, mercadinhos, feiras e pequenos comércios.


Esse é o legado que precisa ser cobrado. Alessandro Vieira votou a favor de uma reforma que alterou profundamente a vida de trabalhadores, servidores, aposentados e pensionistas. A promessa era combater privilégios. O resultado, para muita gente, foi outro: mais contribuição, menos renda e um futuro previdenciário mais incerto.


No fim, a pergunta permanece: se a reforma era para proteger o amanhã, por que tanta gente passou a viver o presente com menos segurança, menos renda e menos dignidade?

 
 
 

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