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Com a crescente criminalidade em Aracaju, o delegado André David não pode abandonar a cidade

  • Foto do escritor:  Cleiton Bianucci
    Cleiton Bianucci
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

O tema aqui é segurança pública. E há dois nomes que precisam ser inseridos nesse contexto. O primeiro é o do hoje senador Alessandro Vieira; o outro, o do delegado André David, que até o fim de março deste ano exercia o cargo de secretário municipal de Segurança e Cidadania da Prefeitura de Aracaju.


O então delegado Alessandro Vieira atuou em diversas delegacias de Sergipe, com destaque para o combate ao crime organizado e aos crimes contra a ordem tributária. Exerceu ainda a chefia de delegacias regionais no interior do estado e dirigiu o Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), função na qual ganhou projeção pública e midiática ao conduzir investigações de forte impacto político e financeiro. Por fim, chegou ao cargo de delegado-geral da Polícia Civil de Sergipe.


Já o delegado André David, cuja atuação operacional direta lhe rendeu a fama de enfrentar criminosos sem recuo, coordenou delegacias em Monte Alegre, Nossa Senhora da Glória, Lagarto, Propriá, Carira, Itabaiana e Estância. O ponto de inflexão de sua carreira, contudo, deu-se quando assumiu a direção do Departamento de Narcóticos (Denarc), com apreensões recordes e operações de grande repercussão, e, posteriormente, a Segunda Delegacia Metropolitana, no Centro de Aracaju, onde atuou na linha de frente do comércio central, consolidando laços com o setor produtivo e empresarial da capital.


Há algo em comum entre esses dois personagens: ambos buscaram converter prestígio técnico em apelo popular, utilizando as redes sociais para “personificar” o combate ao crime. No caso de Alessandro Vieira, com a conquista de um mandato parlamentar em 2018, esse propósito foi alcançado: espaço na mídia nacional, posições estratégicas em CPIs no Congresso e prestígio entre políticos — algo que ele finge renegar, mas tenta preservar a todo custo ao buscar a reeleição.


Aqui surge, então, o propósito desta análise: Sergipe perdeu um delegado combativo em 2018 e hoje observa que o mandato de Alessandro Vieira no Senado rendeu muito, muito pouco aos sergipanos. Em compensação, proporcionou ao senador um prestígio nacional que ele talvez nunca tenha imaginado alcançar — e que agora tenta manter, às vezes jogando pesado com quem lhe atravessa o caminho.


A pergunta, agora, vai para você, eleitor e eleitora de Aracaju, que apoiou a iniciativa da prefeita Emília Corrêa de nomear o delegado André David para cuidar da segurança da cidade: desde que ele deixou o cargo, a violência na capital — inclusive em bairros como Salgado Filho, Treze de Julho e Atalaia — aumentou de forma preocupante. Será que vale a pena eleger André David para um mandato em Brasília justamente quando a população mais precisa dele no enfrentamento direto à criminalidade?


Sem dúvida — especialmente diante da frustração provocada pelo mandato de Alessandro Vieira no Senado —, o trabalho do delegado André David é estratégico para a gestão de Emília Corrêa e, sobretudo, para a população de Aracaju. Aliás, talvez também seja o momento de devolver o senador Alessandro Vieira à função de delegado. Onde a violência e a corrupção imperam, profissionais como Alessandro Vieira e André David não são apenas necessários: são indispensáveis.

 
 
 

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