Alessandro Vieira seria mesmo o “paladino da moralidade”? Relembre polêmicas envolvendo sua passagem pelo PSDB em Sergipe
- Cleiton Bianucci

- há 2 horas
- 3 min de leitura

O discurso de moralidade e combate à corrupção sempre acompanhou a trajetória política do senador Alessandro Vieira. No entanto, nos bastidores da política sergipana, aliados e antigos integrantes do PSDB em Sergipe levantam questionamentos sobre como se deu a saída do parlamentar do comando da legenda no estado.
De acordo com informações que ainda circulam entre integrantes tucanos, extratos bancários e relações de bens patrimoniais e de equipamentos do partido apontariam um cenário diferente do discurso adotado publicamente. Documentos indicariam que o então presidente anterior do partido, Eduardo Amorim, teria deixado a sigla estruturada e com recursos em caixa.
Segundo esses registros, o PSDB Mulher teria saldo de aproximadamente R$ 42 mil, enquanto a conta geral do partido contaria com cerca de R$ 89 mil. Além disso, o patrimônio incluiria equipamentos como filmadora, drone, aparelhos de ar-condicionado e uma estrutura de mobiliário utilizada para recepção de filiados e realização de atividades partidárias, tudo devidamente catalogado.
A controvérsia surgiu quando, após a saída de Alessandro Vieira do PSDB, integrantes do partido passaram a afirmar que não teria sido apresentado um relatório detalhado de bens e que parte dos equipamentos continuaria sendo utilizada fora da estrutura oficial da legenda.
Outro ponto citado pelos tucanos envolve a sede do partido. O imóvel localizado na Rua Frei Paulo, nº 444, teria sido entregue por Eduardo Amorim a Alessandro Vieira para funcionamento das atividades partidárias. No entanto, posteriormente, o espaço teria sido transformado em escritório de apoio político do senador no mês de fevereiro, o que, segundo integrantes da sigla, deixou o partido sem uma sede formal naquele momento.
A jornalista Gleice Queiroz hoje Secretaria de Comunicação de Aracaju também repercutiu o tema nas redes sociais. Em sua conta no Twitter, ela publicou uma sequência de fotografias que, segundo a publicação, mostrariam que a mesma mobília existente na sede do partido quando Alessandro assumiu o comando continuaria sendo utilizada posteriormente, após sua saída da legenda. As imagens passaram a ser usadas por membros do PSDB para reforçar as críticas ao senador.
Voto na reforma da Previdência também gera críticas
Além das polêmicas internas partidárias, críticos do senador também lembram seu posicionamento no Congresso Nacional durante a votação da reforma da Previdência.
Alessandro Vieira votou favoravelmente à proposta que resultou na chamada PEC 06/2019, aprovada no Senado com 60 votos favoráveis e 19 contrários. A reforma promoveu mudanças profundas nas regras de aposentadoria, como a instituição de idade mínima e alterações no tempo de contribuição.
Para setores ligados a movimentos trabalhistas e sindicais, a aprovação da proposta representou perdas para os trabalhadores e aposentados. O advogado Lucas Rios, do escritório Advocacia Operária, explicou que a reforma trouxe mudanças tanto para o Regime Geral da Previdência Social (INSS) quanto para o regime próprio dos servidores federais.
Segundo ele, entre as principais alterações estão o estabelecimento de idade mínima para aposentadoria e o aumento do tempo de contribuição exigido. Ainda de acordo com o advogado, as novas regras não foram automaticamente estendidas a servidores estaduais e municipais com regime próprio de Previdência, já que essa parte acabou retirada do texto final aprovado.
Debate político segue em aberto
As críticas levantadas por integrantes do antigo PSDB e por opositores políticos colocam em debate a imagem pública construída por Alessandro Vieira ao longo de sua carreira política. Para adversários e até aliados, os episódios levantam questionamentos sobre coerência entre discurso e prática.
Diante desse cenário, permanece a pergunta que tem sido levantada por setores da política sergipana: até que ponto o eleitor que confiou seu voto há quase oito anos foi plenamente representado nas decisões e nos caminhos políticos adotados desde então.



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