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Entre ataques e perseguições: o preço da exposição na política sergipana

  • Foto do escritor:  Cleiton Bianucci
    Cleiton Bianucci
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

A quem interessam os ataques pessoais direcionados ao deputado federal Rodrigo Valadares e à sua esposa, Moana Valadares? A pergunta pode soar enigmática para alguns, mas em Sergipe, onde os bastidores políticos quase sempre chegam ao conhecimento popular, muitos sabem exatamente o peso que determinadas acusações carregam. Como dizia o ex-governador Albano Franco: “Sergipe é pequeno e de muro baixo”.


Nos últimos dias, o cenário político voltou a ser tomado por discussões, acusações e ataques que ultrapassam o campo ideológico e entram diretamente na esfera pessoal. E para quem acompanha a política sergipana há mais tempo, a situação não é novidade. Pelo contrário: trata-se de um roteiro já conhecido, repetido diversas vezes ao longo dos anos.


Existe um velho ditado popular que diz que “só sabe a dor do parto quem já deu à luz”. A frase, usada muitas vezes para simbolizar sofrimento e resistência, encaixa-se perfeitamente no clima vivido atualmente por Rodrigo e Moana. O casal enfrenta uma avalanche de críticas, julgamentos e exposições públicas que, independentemente do desfecho, acabam deixando marcas difíceis de apagar.


A política moderna tem mostrado que, muitas vezes, a sentença pública vem antes de qualquer comprovação. E em Sergipe, isso já aconteceu anteriormente com outras figuras públicas.


Um dos exemplos mais lembrados é o da jornalista e atual secretária de comunicação de Aracaju, Gleice Queiroz. Na época, Gleice foi alvo de acusações graves, envolvendo denúncias, mandado de busca e apreensão e até coletiva de imprensa. O caso tomou grande repercussão e rapidamente ganhou espaço no debate político e nas redes sociais.


Entretanto, mesmo após toda a exposição, muitas perguntas continuam sem respostas claras para a população: Gleice era inocente ou culpada? Houve perseguição política? O caso foi devidamente esclarecido? Independentemente dessas respostas, uma coisa é certa: o desgaste de imagem já havia acontecido.


Na política, principalmente em tempos de redes sociais e julgamentos instantâneos, o dano psicológico e moral muitas vezes ocorre antes mesmo de qualquer conclusão oficial. E quando a verdade finalmente aparece, o impacto causado na reputação raramente consegue ser revertido completamente.


É justamente por isso que muitos defendem que quem já passou por situações semelhantes tende a compreender melhor o peso de uma acusação pública. Afinal, quem já sofreu injustiça dificilmente aceita agir da mesma forma contra outra pessoa — até mesmo contra adversários políticos.


Enquanto isso, o cenário eleitoral começa a esquentar cada vez mais em Sergipe. E o clima já deixa claro que a disputa promete ser marcada não apenas por debates políticos, mas também por confrontos pessoais, denúncias e embates de bastidores.


A estrada da eleição de 2026 ainda está no começo, mas muitos já perceberam que o caminho não será pavimentado. Pelo contrário: será uma trajetória cheia de lama, buracos e armadilhas. E quem decidir trilhar esse percurso precisa estar preparado para enfrentar desgaste, ataques e consequências que vão muito além das urnas.

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